Vida Consagrada

Para realizar a união entre vida interior e a magnitude da ação exterior, os membros da sociedade procuram imitar e querem tomar como modelo de todos os seus atos a pessoa adorável de Jesus, Cordeiro sem mancha, Leão de Judá, Sabedoria eterna e encarnada, que "mostrou sua caridade oferecendo a sua vida por nós".

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Os membros de Virgo Flos Carmeli se empenham de modo particular em observar fiel e integralmente os conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência, esforçando-se assim para alcançar a perfeição de seu estado.

Obediência

Tendo ante seus olhos a figura do Rei da glória, que por amor a nós homens, foi lesado em todos os seus direitos, privado de todas as suas honras, saturado de ignomínias, ferido naquilo que seu Divino Coração tem de mais sapiencialmente sensível, reduzido a um réu, inferior a um escravo. Este divino exemplo de humildade e obediência leva-os a se consagrarem como escravos de amor a Ele, a Sabedoria encarnada, pelas mãos de sua Mãe, Maria, segundo o método ensinado por São Luís Maria Grignion de Montfort.

Como a seu Guia e Mestre supremo, os membros da Sociedade se submetem ao Santo Padre, Vigário de Jesus Cristo na terra. Atuam sempre em comunhão com os bispos, aos quais devem obedecer com piedosa submissão e respeito no que concerne ao culto público, conforme o Direito Canônico.

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Pobreza evangélica

Contemplando a Jesus Cristo que sendo rico, para nós se tornou pobre, para que nos enriquecêssemos mediante sua pobreza, quis nascer num Presépio entre um boi e um burro, e na sua Paixão recebeu como esmola o véu da Verônica e o vinagre dos verdugos, os membros da Sociedade levam uma vida de pobreza pelo Reino dos Céus, usando os bens deste mundo como sendo propriedade do Senhor, sabendo que isso os tornará dóceis para ouvir a voz de Deus na vida ordinária.

Castidade consagrada

O amor de Maria ao dom da pureza virginal, patente no episódio da Anunciação, é o modelo de vida de celibato dos irmãs de Virgo Flos Carmeli, que querem conservar a castidade como um grande tesouro. A castidade, guardando a perfeita continência no celibato, é vivida como ato de amor indiviso a Jesus Cristo e à sua Igreja.

Oração e contemplação

Assim como Jesus, antes de enviar seus apóstolos e discípulos, reuniu-os junto de Si "para que estivessem com Ele" (Mc 3, 14), e durante sua vida terrena nos deu numerosos testemunhos da importância da oração, os membros da Sociedade têm sempre o olhar voltado para as realidades espirituais, conservando o espírito de contemplação e o recolhimento interior.